Coach: 4 motivos pelos quais você não cobra bem pelo seu trabalho

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É provável que você, assim como eu e outros colegas de carreira, exercia outra profissão antes de fazer a formação em coaching. Um dos grandes motivos para nos querermos mudar de carreira é a liberdade de ser autônomo e próspero.

Mas, quando você não cobra bem pelo seu trabalho, parece que não vale a pena seguir o sonho de ser coach e ajudar os outros a alcanças sonhos e objetivos, não é mesmo?

Por isso, eu separei os 4 principais motivos que fazem com que você não cobre bem pelo serviço que oferece e como você pode dribla-los para ser um verdadeiro Coaching Lifestyle.

1) Síndrome da superespecialização

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O primeiro – e talvez o mais grave – de todos os motivos é o que eu costumo chamar de “síndrome da superespecialização”. Essa é uma verdadeira armadilha que observo nos coaches que pedem o meu auxílio para alavancar suas carreiras. Trata-se da sensação de que é preciso fazer mais formações e estudar mais livros antes de cobrar um preço justo pelo atendimento.

Confesso que no começo da minha carreira como coach também passei por esse desafio. Para mim era fácil cobrar uma consulta médica de R$ 250 (há 8 anos). Mas, quando falava em um processo de coaching de R$2.500 (R$ 250 a sessão) parecia que estava cobrando demais.

No meu conceito interno – e talvez essa também seja a sua dificuldade – cobrar R$ 250 por uma consulta médica tinha justificativa, já que estudei 6 anos para isso. Mas, por uma sessão de coaching, para a qual tinha feito apenas a minha primeira formação, parecia desproporcional.

Com o tempo descobri que o mais importante é o valor que você entrega ao coachee. Em outras palavras, o resultado que ele tem ao passar pelo processo. Percebi que os resultados das sessões eram quase imediatos e crescentes. A cada sessão eles estavam mais felizes e mais próximos dos seus objetivos: mudando a dieta, fazendo exercícios e com a autoestima mais alta. Confesso que, ao ver o resultado, comecei a achar o valor da sessão barato e com o tempo fui aumentando o preço.

Para quem sofre com a “síndrome da superespecialização”, o fundamental é você entender que se realmente está apoiando seus coachees e entregando resultados, a sua formação é suficiente e é justo que você cobre o preço necessário para seguir como um profissional de boa qualidade.

2) Mirando no alvo errado.

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Alguns coaches começaram a atender em fase experimental, sem cobrar, e após esse período pediram referências. Nesse processo, alguns coachees que receberam o processo gratuito indicam pessoas sem poder aquisitivo suficiente para pagar um processo de coaching. O coach, por não querer perder o coachee, acaba atendendo pessoas que não podem ou que pensam que não podem pagar o preço.

O que observei ao longo dos anos é que para o bom rendimento do processo de coaching é essencial que o coachee pague um preço que o faça valorizar o tempo e a dedicação aos objetivos traçados. Com raras exceções, as pessoas valorizam quando tem um preço envolvido, mesmo que o preço que seja cobrado não seja em dinheiro mas em permuta de serviços.

Por isso, para o bem do seu coachee, cobre. Quem realmente vê a importância do processo vai estar disposto a pagar o preço. Já tive coachees que ganhavam um salário mínimo, mas que queriam investir em capacitação para serem promovidos. Ao observar este esforço, é claro que fiz um preço diferenciado. Mas entenda que mesmo aquele que ganhava pouco estava disposto a investir alto nos seus sonhos. Esse deve ser o seu público-alvo.

3) Medo de cair na água

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Chamo de “medo de cair na água” aquele profissional que não mergulhou de cabeça no estilo de vida de coach que deseja. É aquele que fez a formação mas ainda não se vê preparado para abandonar a sua antiga profissão ou não leva a sério a carreira de coach.

Como toda profissão, o coaching exige investimento em posicionamento de mercado, marketing, cursos de especializações (presencial ou online) e estrutura de atendimento. Tudo isso tem um custo. Quando o profissional não entra de cabeça na nova carreira, ele não enxerga a necessidade de cobrar o valor necessário para manter-se um profissional de qualidade.

4) Falta de confiança em si mesmo

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Esse é provavelmente o principal motivo para a maioria dos coaches não cobrarem bem pelo trabalho. A falta de confiança se manifesta no medo de vender ou de se autopromover. Como o coach não confia no seu atendimento, ele pensa que o valor cobrado pela sessão é alto demais. Ou então pensa que o valor é alto para esse momento, mas quando ele tiver mais conhecimento e mais horas de atendimento poderá pagar mais. Mas esse momento nunca chega!

Com esse pensamento, o coach não consegue mostrar tudo que ele é capaz de agregar à vida dos outros. Lembre-se para que as pessoas valorizem o seu trabalho, o primeiro a valorizá-lo tem que ser você! Pense no quanto você investiu em formação, livros, palestras, para entregar o melhor atendimento ao seu coachee.

Depois de ler essa lista, fica mais fácil de entender como e porque você deve cobrar bem pelo seu trabalho, não é mesmo? Agora se você quer ir além e conquistar mais coachees para ter o estilo de vida que deseja, recomendo que baixe o ebook que escrevi e disponibilizei gratuitamente neste link.

Um abraço e até a próxima, Coach Lifestyle!

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